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6 de jun de 2016

EVENTOS: Devaneios Sonoros

Fotos:
Dia 1 - Paula Joane
Dia 2 - Julie Hevellyn & Paula Joane

“Hot Patootie, bless my soul. I really love that Rock'n roll”. Essa música, de The Rocky Horror Picture Show (amo <3 ), resume bastante meu sentimento com relação ao primeiro dia do Devaneios Sonoros: “Hot Patootie, abençoe minha alma. Eu realmente amo aquele Rock’n roll”. A noite contou com o rock autoral da banda Dost - uns conquistenses que eu não conhecia, mas que me ganharam assim que ouvi. Trouxe também a discotecagem de Paulinha Chernobyl, que sabia muito bem como animar a pista. E a grande aposta da noite foi o escambo entre rock e reggae da banda soteropolitana Scambo. Em resumo, uma noite regada a muita dança, animação e música boa. Como não amar?



Pera, para, hora de voltar a fita, pra quem não tá fazendo a mínima ideia do que tô falando. O que aconteceu é que no último fim de semana - dias três e quatro de junho, pra ser mais exata - aconteceu o Devaneios Sonoros, festival de música organizado pelo Coletivo Suíça Baiana, com a proposta de quebrar aquela ideia de que junho é apenas o mês do forró. Bom, a proposta foi muito bem cumprida.


Paulinha Chernobyl & Rapha = Amorzinho das discotecagens, sim ou claro?

A primeira noite foi do rock. Pra mim, que carrego esse gênero bem guardadinho no coração há uns 7 dos meus 20 anos, foi incrível. Me senti nos festivais de rock das décadas passadas. A programação trouxe Paulinha Chernobyl iniciando às 20:30, tocando novamente às 22:30 e às 01:00 da madrugada.  Dost entrou às 21:30, e Scambo às 23:30. 




Confesso que fui sem conhecer muito nenhuma das bandas, e fui surpreendida de um jeito muito bom. O som de Dost é de um rock mais clássico, do tipo que você canta junto fácil e se deixa levar pelo som sem perceber. Me empolguei o show inteiro, assim como todo mundo que tava por lá – e olha que a casa tava cheia. Saí de lá fã da banda, que surgiu em 2010, e é integrada por Luan Eliseu na guitarra, Ronniê Marques no baixo, Luiz Castro na bateria, Artur Santana com guitarra e vocal e Lucas Sampaio como vocalista.



Scambo também foi ótimo. A mistura de reggae e rock já caiu no gosto do pessoal, e a banda, surgida no fim dos anos 90, tem feito vários shows pelo Brasil e participou do programa Superstar no ano passado. Pedro no vocal, Graco e Tosto nas guitarras mostraram a que vieram e colocaram todo mundo no bar Ice Drink pra pular, num show que fez todo mundo cantar junto.




Saí do lugar super cansada, mas muito feliz e já ansiosa pro segundo dia – que também não deixou a desejar e teve uma vibe muito boa. Mas agora vou passar a palavra pra Paula, porque já falei demais hahahahah

Culpem alguém apelidado de PO pela zoação dessa foto. :(





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Devagar e deixar-se levar. Foi o que eu fiz enquanto ia para o segundo dia de Devaneios Sonoros, no Sábado, em que eu não conhecia nenhuma das bandas que pisariam os pés naquele palco íntimo. Ainda engatinhando nesse mundo de música alternativa, eu faço desses shows quase um momento de descoberta de artistas lindos e prontos para serem descobertos nesses momentos de epifania... de devaneios. 






Um Lugar Para Dois. Uma parceria de Lys Alexandrina e Chico Ramalho mais músicos lindos e de qualidade - Tiago Menezes, Eric Lopo, Kayque Donato-, artistas de terras conquistenses e com muita magia para espalhar. Mesmo com alguns muitos minutos de atraso - aproximadamente no horário de Anelis, às 23:30-, essa banda subiu em palco para me fazer querer agarrar aquela sonoridade em par. Meu Deus, esses dois são pura química e sincronia em palco! Gestos, pés no chão, contato. Fiquei fã, digo mesmo. E as letras e musicalidade... Era tudo que estávamos precisando para renovar as energias em estado de espera, da noite.






E por falar em energias, vamos combinar que a discotecagem de Rapha segurou os espaços de tempos muito bem. Teve dança sim, teve galerinha se jogando, sim! 






Era, então, a hora da diva da noite, Anelis Assumpção... Diva e sua tropa em cores do reggae. Era um mundo à parte. Uma divagação de jogos de luz, voz, instrumentos, coreografias e atitude. Era um Devaneio Sonoros. E não poderia um nome de evento casar tão bem com o conteúdo dele. 





Eu que não conhecia Anelis pude ver, em primeiras músicas, que a sua presença plugada e verberada era de ocupação. Não só ocupação daquele bar de reboco pelo seu som, mas ocupação da galera, da convicção em que eles dançavam e cantavam. Se retomarmos o conceito de devaneios como “(...) deixar levar por imaginação, imagens, sonhos ou pensamentos profundos”, junte-as a duas horas e madrugadas à dentro e essa palavras era literalmente vivida. E só para atestar essa viagem, taí a Rebeca Oliveira para narrar e devagar; “O melhor rolê do ano. Rolê histórico. Geral ficou em êxtase. Simplesmente impactante. A mulher destruiu tudo e reconstruiu”. Parafraseio aqui com vontade a vibração dos personagens desse show.



Isso foi Desaneios Sonoros. 

E nada melhor do que terminar por aqui, retomando Anelis e propagando esse ato louco e lúcido que é devagar.




“Devaneios até aonde alcançar a vista”.
















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