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17 de nov de 2015

EVENTOS: CéU - Ao Vivo



Fotos: Paula Joane


Uma sereia conduzindo sua caravana.

No último Sábado eu tive uma chance linda e cheia de malemolência. Este último adjetivo remeteu alguém a alguma?

“Menino bonito, menino bonito, ai...”

Vitória da Conquista no último Sábado, dia 14, teve a chance de receber a cantora Céu, que com sua arte toda trabalhada em diversas influências ganhou a atenção da cena nacional e internacional. 

Em todo meu lado blogueira de pontuar, escrevo que estava bem nervosa nessa primeira chance de coletivas e arriscar o lado “imprensa” em shows. Sim, foi meu primeiro, mas acho que o caráter íntimo e mais familiarizado do evento contribuiu imensamente para a experiência deixar um gostinho de quero mais. Sem falar da atenção por parte da Assessoria do show, que foi um amor. <3 (E ver aquela mulher de pertinho foi lindo!) 
Coletiva!
Foto: Rafael Flores


Confesso que antes da possibilidade de ir ao show, eu conhecia poucas músicas dela. Às mais conhecidas, talvez. Porém, quando surgiu a oportunidade de credenciamento, fui mergulhar no mar de músicas da Céu e não é que me peguei bem viciada? 

Como eu não conhecia essa mulher? Alguém aqui não a conhece? Então, esse post é mais que uma cobertura de show, é um convite para a Caravana da sereia Céu.



Com três CDs lançados - Céu, Vagarosa, Caravana Seria Bloom - ela tem um histórico de turnês e prêmios internacionais em pouco mais de 10 anos de carreira. De volta as terras nacionais, Céu mergulhou em uma série de shows pelo Brasil e vê na possibilidade de explorar diversos cantinhos do país uma chance de descobrir mais bagagens culturais. “Sou uma entusiasta do Brasil”, afirma. 



Céu mistura em seu estilo tradições brasileiras, africanas, jamaicanas. Já disseram por aí que ela é a nova MPB. Há de notar, porém, que a cantora é inquieta quanto a uma definição de ritmo. Música alternativa? Independe? Talvez, melhor esbarrar na definiçãobde “filhos dos tropicalistas”, como reflete Céu.  Uma coisa que não podemos discutir é que ela faz simplesmente o que gosta e isso salta para fora das suas linhas musicais. 
 
Quanto ao show em si, estava marcado para começar às 21h, e os portões foram liberados lá para as 21h:30. Só que essa hora ainda estavam passando o som. Foi um tanto estranho ver as pessoas entrarem enquanto ainda estavam “arrumando a casa”. A coletiva aconteceu às 22h e quase paralelamente a Chirlei Dutra e Banda fizeram a abertura. Convenhamos, a espera pesou bastante na disposição para o show da atração principal que só foi começar meia-noite – com término por volta das 2 horas da manhã. Outro fator negativo a se pontuar era o custo dos ingressos. 


 
Chirlei Dutra


Teoricamente, estamos falamos de um público “selecionado”. Não gosto da ideia de levar superioridade à determinada cultura, ou gostos musicais. Porém, é inegável que o estilo da Céu tende para um público que consume uma música que não está nos holofotes da grande mídia. Só que, dentro desse público diferente existem pessoas também diferentes, principalmente no quesito financeiro. E sei que muitas pessoas deixaram de ir ao show por causa do acesso aos custos. Faltou uma ponderação da produção nesse quesito. 



Erros à parte, vamos deixar que Céu venha ao palco e espalhe todos os seus tons de azul e fluidez do mar. Primeiro destaque: Interação cantora – público. Sim, tínhamos poucas pessoas presentes e isso não atrapalhou em nada o calor do show. Na verdade, o cenário pequeno colaborou imensamente para a troca de energia. A cantora se comunicava com aqueles que dançavam no chameguinho. Foi um micromundo tomado por uma festa. 




Cheia de adereços que remetiam ao mar, a cantora mostrava nas músicas o “ato de navegar que é do ser humano”, parafraseando a própria. Para completar a presença forte, vestida num quimono escrito Lost without you ela dançava, gesticulava e energizava a todos.




Ela cantou as famosas Malemolência, Lenda, Cangote. E se sua arte é permeada por influências, não faltaram performances de Pepeu Gomes e Bob Marley, sem tirar a brasilidade das músicas. O show teve ainda direito a bis com 10 Contados






Já bastava a voz calma da cantora para a promessa de um desempenho sonoramente aconchegante. Então, o show, em si, foi lindo. Dançante. Envolvente. 




E que daqui para frente e mais e mais, os Conquistenses possam ter a chance de presenciar novas formas de músicas, como a de Céu.













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