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9 de ago de 2015

RESUMO DA SEMANA: De Olho na Realidade Virtual



De uns tempos para cá, um recurso tecnológico envolvendo o mundo dos games encantou meu irmão. Passei dias e dias ouvindo e vendo ele “namorar” as propagandas desse recurso. Eis que, nessas últimas semanas ele apareceu com o apetrecho e cumpriu a iniciativa de proporcionar uma experiência diferente para a gente: dar uma olhada no mundo virtual usando um simulador, o Oculus Rift.  

Falaram-me que uma das grandes pretensões de quem mexe com tecnologia é explorar ao máximo possível o mundo virtual. Nessa pegada, existe vários simuladores, como o Google Card Board, Samsung Gear VR, Project Morpheus, ou até mesmo aqueles que são adaptadores para celular, como o Beenoculus. Segundo meu irmão, Lucas, o mais aprimorado, até o momento é o Oculus Rift DK2, que no momento disponibiliza uma versão de teste, e  sua versão final deve sair no mercado apenas em 2016. 




Com tela OLED, resolução 1920x1080 - que serve como um par de óculos - esse monitor facial tem rotação 360º e profundidade 3D. Para o Rift ser bem aproveitado, junte a ele um fone de ouvido potente e um PC que o suporte. A principal ideia de imergir na realidade virtual é combinar visão + audição, imergindo a pessoa na simulação. Os sentidos serão “convidados” a serem enganados. Talvez, seja por isso que os cenários que mexem com senso de orientação e estabilidade sejam os mais apropriados. E os de terror ou aqueles que apelam para uma surpresa sejam os favoritos. 



 A escolha do meu irmão por esse kit de aplicativo, segundo ele, foi pela resolução alta oferecida, tanto do equipamento, quanto dos gráficos dos games dos desenvolvedores. Vale lembrar que por serem duas lentes de alta resolução somadas à tela do computador – que também irá rodar a imagem -, o PC tem que ter uma placa de vídeo, processador e memória superiores, capazes de suportar.

Para os games usam-se os óculos mais um gamepad, que servirá para controlar os movimentos. Se for apenas uma experiência, apenas os óculos e fique sentado. Já que o equipamento mexe com sua orientação, ficar em pé pode tirar o seu referencial. O Rift pega, atualmente, os jogos que são desenvolvidos especialmente para ele. Mas algumas empresas fazem alguns programas, como o VorpX, que possibilita outros games nos óculos. Para outros tipos de mídia, como vídeos, que não são feitos em 360º, precisa-se também de um programa de reprodução adequado, se não a imagem sairia distorcida. O próprio YouTube já trouxe essa alternativa.



Quanto à minha primeira experiência nessa empreitada, foi pautada em descrença e frustração inicial. Coloquei o aparelho e viajei achando que estaria em algo pelo qual não saberia a discernir nossa imagem real da imagem virtual. Reclamei e reclamei de que estava tudo embaçado e vendo que claramente aquilo era digital, era pixel – achava que ia entrar na Matrix, só pode haha. Mas tá aí uma dica: os óculos têm que estar bem posicionados para atingir o seu maior campo de visão. Depois que consegui ajustar o melhor posicionamento e depois que colocaram para rodar alguns games de terror, a minha reclamação inicial foi totalmente esquecida. Foi só vir um susto, luzes apagadas, músicas esquisitas que a ideia de emergir naquele universo virtual foi alcançada. E acho que é essa uma das coisas mais legais: A gente sabe que é só um campo de características virtuais, mas no embalo das simulações, você se deixa mergulhar naquela experiência. É o clima e de explorar e olhar as surpresas que fazem valer a pena. 



Zumbis, fantasmas, parque de diversão e personagens trabalhados na ficção. Lá dentro você ganha certa intimidade (ou fica intimidada) com esses seres de mentira. Sente o friozinho na barriga descendo os trilhos de uma montanha russa. Sente agonia de uma aranha no seu pescoço. Vê o seu ídolo tocando perto de você (melhor parte). E as pessoas acharam que só iriam “entrar” no Sword Art Online apenas em 2022... Confesso que essa perspectiva de ficar presa lá dentro pareceu um pouco assustadora, então tive que me certificar que ia conseguir tirar esses óculos tranquilamente da cabeça.

Eu joguei os games Affected – duas experiências dele -, RiftCoaster, Insurgent, Don’t Let Go (que eu não podia parar de pressionar o ctrl, se não acabava a simulação) e ainda vi o clip 360º de Welcome, do Fort Minor. 



No vídeo, vai ter grito, vai ter frase sem sentido! E de quebra os comentários do meu irmão, Lucas, meu primo, Luan, e minha vó, dona Léle (que não tava entendendo muita coisa dos meus escândalos)!  

Não se assustem mais comigo do que com os games. Vamos lá! 




Paula Joane





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