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14 de ago de 2015

RESENHA: Não sou este tipo de garota



Hoje quero falar de um livro que entrou na minha vida por puro acaso: eu estava dando uma olhada no site de uma livraria e o vi custando menos de R$ 10,00. Num impulso consumista, comprei – e não me arrependo. Sabe quando você tá de ressaca literária e ainda não tá pronto pra mergulhar em fortes emoções, aventuras, dramas, etc? Esse livro é pra dias assim, em que você só quer alguma coisa divertida e tranquila, pura e simplesmente pra se distrair mesmo – sem muito stress. Ainda assim, consegue te fazer refletir.

 Não Sou Este Tipo de Garota conta a história de Natalie Sterling, uma adolescente que está no último ano do colégio. Natalie é a perfeita aluna-modelo: com boas notas, responsável, decidida, candidata à presidência do conselho estudantil e com uma opinião muito bem formada a respeito de garotos: são sinônimos de problemas, e Autumn, sua melhor amiga, é a prova viva disso - afinal, a garota virou piada no colégio após seu namorado espalhar uma mentira maldosa a respeito da vida íntima dos dois. 
 
Um resumo da visão de mundo da Natalie

Mas a vida perfeitamente planejada de Natalie começa a desmoronar quando Spencer, uma garota mais nova de quem ela costumava ser babá, ingressa no mesmo colégio de Natalie. Spencer é uma garota alegre, que gosta de se divertir com garotos e explorar sua sensualidade – o que Natalie considera vulgar, de modo que isso a faz enlouquecer na tentativa de “ajudar” a menina. Spencer, no entanto, é bem resolvida e não está a fim de ver os garotos como inimigos e manter distância deles. A partir daí, o mundo bem-construído de Natalie vira de ponta-cabeça e ela descobre que, embora ela possa ensinar a Spencer uma ou duas coisas, ela tem muito a aprender com a garota de quem um dia foi babá – e Autumn também precisa dessa ajuda.

É um livro escrito para adolescentes, e com uma temática bem típica dessa idade: crises de colégio, amizades, namoros... Tudo bem leve, clima de filme da Sessão da Tarde mesmo. Mas isso não quer dizer que não se pode tirar proveito da história, especialmente quando se tem disposição para ver as coisas de um ângulo diferente e quebrar tabus.


Prova disso é Spencer, que encarna o papel do que essa nossa sociedade hipócrita e machista (sou revoltada com isso sim u.u) chama de “garota fácil”, do tipo que “é pra pegar, mas não pra namorar”, e Natalie a vê exatamente dessa forma. Mas Spencer é exatamente a quebradora de tabus da história – ela não tem medo de assumir o que gosta de fazer, não se incomoda com o que falam dela e sabe cuidar de si mesma. Numa sociedade em que as “mulheres que prestam” são recatadas e tímidas, Spencer é autêntica e valoriza a visão que tem de si mesma, e não a que os outros têm dela – algo que admiro muito.

Esse não é um livro que vai te fazer surtar com mistérios, lutas e aventuras, mas te proporciona algumas horas de leitura tranquila. Além disso, se você mantiver a mente e o coração abertos, vai aprender muito com ele e passar a ver o mundo de um modo diferente, quebrando alguns preconceitos com relação aos outros e talvez até a si mesmo, e isso sempre vale a pena!


E você, conhece o livro? Fala dele com a gente!
 
Julie Hevellyn






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