Menu

19 de jul de 2015

RESUMO DA SEMANA: 7 Dias de Netflix


Para as almas de férias, de greve (eu, nós... ) ou simplesmente que gostam de bons filmes (ou séries), a Netflix foi uma invenção muito bem pensada. É literalmente uma galeria de títulos para você assistir até quando sua internet deixar.

Desde que eu assinei a Netflix, quis fazer maratonas e ver muitos filmes, mas nunca decidia qual filme ver e acabava enrolando e não vendo muita coisa. Então, eu decidi fazer um pequeno desafio que me incentivaria a desencantar as maratonas e explorar o banco de títulos do canal online. Uma semana de filmes! Para cada dia, uma categoria diferente. 

Tentei diversificar nas escolhas das categorias, mas confesso que muitas foram determinadas por filmes que eu já tinha em mente. Ainda assim, troquei de filmes em cima da hora, quando já ia inicia-los e outros nas fileiras me chamaram a atenção. 

Uma coisa bem amor na Netflix é a opção de você logar em variadas plataformas. A ideia era conseguir assistir na TV ligada no aplicativo do X-box, mas com a disputa da família pela tela maior, eu também assisti no note book. E quando a preguiça batia mais forte (quase todas as vezes), tinha o aplicativo no celular para salvar o dia. A única coisa que não salvava era a minha internet, que prolongou um filme de 2h30m para quase 1 dia. E algumas vezes que a legenda atrasava ou travava (isso só acontece comigo?).

No fim das contas, acho que 7 dias de filmes podem resumir muito bem minha semana. E ainda venho com dicas de títulos usados aqui e que vocês podem procurar e curtir também.

Legenda:
 
– Uma estrela completa

– Meia estrela


E só para constar, os critérios de avaliação foram embasados no meu leigo e pessoal gosto e achismo. Haha


Spoiler Alerts: Os comentários podem ter spoilers. Haha



Domingo


Um Clássico: O Fabuloso Destino De Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain, dirigido por Jean-Pierre Jeunet)


O mais fabuloso desse clássico francês não é o destino de Amélie, mas sim o mundo de Amélie. Acho que foi o mundo e o imaginário da personagem principal o que mais me chamou atenção o filme todo. Amélie tem seu próprio jeito de ver as coisas. Poderiam dizer até que ela é uma menina estranha e solitária. Mas ela tinha sua maneira de tornar o estranho e solidário algo benéfico para os outros. E era isso que de certa forma trazia sua própria solidão. Ela pensava mais em ajeitar os problemas alheios do que os seus. No fim, ela acaba sendo contagiada pelo seu próprio toque de fazer os outros felizes e acaba sendo... feliz. O melhor do filme são os significados de coisas simples e como elas são dinâmicas e vivas dentro da nossa própria imaginação. E foi divertido descobrir quem era o fantasma das cabines fotográficas.


Avaliação:



Segunda



Uma Adaptação: As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflowe, dirigido por Stephen Chbosky). 


A Segunda-Feira foi embalada pelo clima da nossa promoção! (Não tá sabendo? Corre aqui). Faz um ano em que li As Vantagens de Ser Invisível, e devo frisar que esse livro me surpreendeu em um nível bem tocante. A história de Charlie é bem intensa, mas também é bem sutil. Você vai sentindo e descobrindo os significados em pequenas cenas. Como adaptação do livro, o filme consegue trazer o tom adolescente bem delineado. Mas confesso que não senti metade do que eu senti lendo o livro. Tinha muitas coisas que eu não lembrava e vendo a adaptação, refrescaram a memória. O filme também aposta na trilha sonora trabalhada no livro, e é um dos grandes pontos positivos em assistir. O Ezra no papel do Patrick está impecável também. É uma adaptação satisfatória no geral.

Avaliação:


Terça

 

Ação (x) ou Romance ( ): Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, dirigido por Quentin Tarantino).


Essa foi uma categoria tendenciosa e mais livre, porque qualquer que fosse a escolha do gênero, me daria uma gama maior de filmes para assistir.  Então, que tal um barulho e ação à moda de Tarantino? Bastardos Inglórios é uma releitura da Segunda Guerra Mundial baseada na vingança de uma judia que foi quase morta e também num grupo americano que adora arrancar o couro de um nazista. E o clímax encontra-se num cinema que seria palco para o fim da guerra. O filme é muito bem bolado, com cenas fantásticas e aquele toque de exagero do diretor. Dessa vez Tarantino economiza um pouco de sangue, mas faz um filme muito bom. A cena da Taverna foi ótima. Os personagens são ótimos. E ele consegue trabalhar alguns assuntos sérios, mesclando com um tom de comédia doentia. É quase frustrante no final, mas é só quase, porque o Lt. Aldo consegue finalizar o filme com uma tirada ótima. 

Avaliação: ★ ★ ★ ★ ★


Quarta



Um filme que quero ver, mas enrolei: Harry & Sally – Feitos Um para o Outro (When Harry Met Sally, dirigido por Rob Reiner)


E eu não sei por que enrolei tanto. Essa comédia romântica é uma delícia de ver. Diálogos dinâmicos e muito bem bolados. Personagens envolventes. Química gostosa. Harry & Sally se encontraram uma vez e com a ideia de “um homem e uma mulher não conseguem ser amigos”, dispensaram um ao outro. Mas anos vêm e vão e eles se encontravam uma, duas, três vezes. Até que não conseguiram mais evitar a conexão que tinham e criam uma lindíssima amizade, contradizendo a ideia inicial. Só que, será que aquela ideia não era verdade? Intercalando histórias de casais que tiveram encontros bem inusitados, o filme conta de uma forma muito divertida como Harry & Sally eram feitos um para o outro. (Quem é fã de Joshifer, vai amar, pode apostar). 

Avaliação:



Quinta



Filme premiado no Oscar: O Jogo da Imitação (The Imitation Game, dirigido por Morten Tyldum)


Vencedor do Oscar de 2015 de melhor roteiro adaptado, O Jogo da Imitação é baseado em fatos reais e na história de Alan Turing, um matemático brilhante que conseguiu espaço para desvendar códigos alemães cruciais na guerra. Quando peguei o filme, pensei que seria extremamente lógico e estratégico. Porém, o final dele delata que a mensagem vai muito além da guerra em si. Traz a história de um homem que em muitos momentos você julga-o como prepotente e o odeia. Mas também vai descobrindo mais do interior desse homem, dos seus problemas, das imposições desumana da época e como aquilo mexe irreversivelmente com ele. Foi uma junção de mensagens reais bem profundas: uma lição sobre preconceito, homossexualismo, inteligência e um pouquinho da origem dos embasamentos dos computadores. 

Avaliação:


Sexta



Nacional: O Palhaço (dirigido por Selton Mello)


O filme tem um toque artístico e sensível como a própria arte de encantar que é o circo. Conta a história de uma trupe liderada por pai e filho. Mas algo parecia desajustado em Benjamin. Ele queria descobrir outro mundo, outros horizontes. A história mescla um tom bem descontraído, com as nuances de um personagem que tinha como função provocar sorrisos em outros, mas ele mesmo não sorria. No fim, o papel do Benjamin, meio alheio e vazio, é uma busca por si mesmo, por descobri qual é sua vocação e realização. E ele descobriu. "O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço". Eu fiquei com uma sensação de que faltou algo, porém é um filme bem bonito. 

Avaliação:


Sábado



Animação: Mary & Max (dirigido por Adam Elliot)


A intenção de colocar uma animação por último era que se os outros títulos fossem pesados ou tristes, tinha algo para alegrar. Não poderia está mais errada. Essa animação feita de argila é triste. E por ser triste é que ela é linda. Mary & Max eram duas pessoas de países distintos, idades distintas, mas que tinham estilos de vidas muito parecidos. Um entendia as imperfeições e frustrações dos outros. Nessa conexão eles construíram uma amizade que conseguia fazer ambos se sustentarem e aguentarem as dores da vida. Quando um falhou, o outro desmoronou. Até longe eles conseguiam deixar o outro em paz. O único encontro aconteceu só na harmonia e paz que o outro deixou. No começo eu achei a história um pouco lenta e entediante por causa da narração. Porém, depois que as cartas entram em jogo a dinâmica muda. E no fim. Eu. Chorei.

Avaliação:

-

Esse foi meu desafio e como minha semana foi cinematográfica. Quem tiver outros títulos para sugerir na Netflix, é só falar! Quem sabe depois faço outra maratona ou uma só de séries?!


Paula Joane







Nenhum comentário :

Postar um comentário

© Não retire os créditos - 2016 | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento por: Vanessa Neves e Jaque Design | Tecnologia do Blogger .